13/02/2017 às 14h38min - Atualizada em 13/02/2017 às 14h38min

Alerta na segurança. Para se proteger moradores de São José estudam criar “Grupos de Vizinhos Armados”.

Como as forças de segurança não conseguem transmitir a sensação de segurança para a comunidade, a população está começando a se mexer como pode.

Adriano Ribeiro
Jornal Informe

A insegurança está tomando conta do País todo e em São José não é diferente. Como as forças de segurança não conseguem transmitir a sensação de segurança para a comunidade, a população está começando a se mexer como pode. Na semana passada o vereador do PMDB, Antônio Lemos usou a tribuna da Câmara para comentar o assunto e disse que sabe até de “Grupos de Vizinhos Armados” que foram criados no município.

“O copo já está cheio e transbordando. Já ouso até falarem em criação de Grupos de Vizinhos Armados”, disse. “O que vem quando o cidadão já não tem mais guarida pelo Estado. O que acontecerá conosco”, questionou o vereador.

Lemos ponderou que o terrorismo da violência de grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro chegou às cidades catarinenses. “O que está acontecendo no Rio de Janeiro, quando ouvimos nos telejornais, aquelas rajadas de metralhadoras e tiros, isso hoje é comum receber áudios em nossas comunidades”, ponderou.

Mulheres assaltadas nos pontos de ônibus

O vereador ainda denunciou que mulheres estão sendo assaltadas nos pontos de ônibus, logo pela manhã, quando estão aguardando para se dirigirem aos seus serviços. “Isso tem acontecido, por exemplo, no Loteamento Los Angeles. Mulheres sendo assaltadas em pontos de ônibus. Já nos falaram também de pessoas que esperam o ônibus escondidas no meio do mato e quando ele se aproxima saem correndo para pegar”, frisou o vereador. “Olha a situação em que nos encontramos. Precisamos fazer alguma coisa através da Câmara”, ponderou.

Comércio com portas fechadas

O vereador Clonny Capistrano (PMDB) fez um aparte salientando que o tema é sempre debatido na Casa. Ele lembrou que a comunidade de Forquilhinhas solicitou recentemente a realização de uma audiência pública com as forças de segurança. Sua sugestão é que esse encontro sirva para debater o tema relativo a todos os bairros. Capistrano detalhou inclusive que em Forquilhinhas o comércio está atendendo com as portas fechadas. “O comerciante investe, compra produtos, gera empregos, paga seus impostos e na hora de vender tem que o fazer com as portas fechadas, isso não pode mais acontecer”, criticou o vereador.

 


Link
Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »
Fale com o NR
Atendimento NR
Precisa de ajuda? Fale conosco pelo WhatsApp