20/09/2019 às 11h37min - Atualizada em 20/09/2019 às 11h37min

Imagem de Iemanjá é depredada pela segunda vez em Florianópolis

O caso é investigado pela Polícia Civil. A mulher que aparece em vídeo divulgado nas redes sociais ainda não foi identificada.

G1 SC
Foto: Reprodução
A imagem de Iemanjá localizada no Ribeirão da Ilha, em Florianópolis, foi depredada a marretadas por uma mulher na manhã desta quinta-feira (19), conforme o centro de religião africana Ilê de Xangô. Foi feito boletim de ocorrência. O caso é investigado pela 2ª Delegacia de Polícia da Capital.
 
A estátua fica em frente ao centro. O ato de vandalismo, ocorrido por volta das 10h30, foi filmado por um vizinho. As imagens mostram uma mulher, que sai de um carro com uma marreta. Ela quebrou uma das mãos e parte da base da estátua.
 
A Polícia Civil informou em nota que a mulher que fez a depredação não havia sido identificada até a noite desta quinta. De acordo com a primeiras informações, ela seria uma pessoa desconhecida pelos moradores do bairro. A polícia pede que informações sobre o caso sejam repassadas através do telefone do disque-denúncia, no número 181.
 

Segundo a legislação brasileira, a intolerância religiosa é considerada crime. A lei 7.716/1989, alterada pela lei 9.459/1997, define como crime “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. A pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.

Além disso, o artigo 208 do Código Penal prevê sanções a quem “vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso”. Nesse caso, a pena prevista é de detenção de um mês a um ano, ou multa. 

A liberdade de consciência religiosa e de crença é uma das garantias previstas também na Constituição Federal, no artigo 5º, inciso VI.

Link
Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »
Fale com o NR
Atendimento NR
Precisa de ajuda? Fale conosco pelo WhatsApp